The Peninsula Times - Para Trump, líderes latino-americanos são 'astutos' por mandar 'gente ruim' aos EUA

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Para Trump, líderes latino-americanos são 'astutos' por mandar 'gente ruim' aos EUA
Para Trump, líderes latino-americanos são 'astutos' por mandar 'gente ruim' aos EUA / foto: SAUL LOEB - AFP

Para Trump, líderes latino-americanos são 'astutos' por mandar 'gente ruim' aos EUA

O presidente americano, Donald Trump, declarou, nesta quinta-feira (5), que líderes latino-americanos são "astutos" por enviar sua "gente ruim" para os Estados Unidos, durante um café da manhã em Washington.

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"Lembrem-se de que, durante a campanha [eleitoral de 2024], eu costumava dizer que os criminosos deles faziam nossos criminosos parecerem bebês", comentou Trump no evento com líderes religiosos realizado anualmente na capital americana.

Na plateia estava o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, a quem Trump havia elogiado anteriormente como um "grande sujeito" por ajudar os Estados Unidos ao aceitar criminosos perigosos em prisões de segurança máxima de seu país.

"Não é verdade que você não manda sua gente boa para os Estados Unidos? Você não diria isso?", perguntou Trump a Bukele, em tom de brincadeira.

"Vou falar com ele sobre isso depois...", acrescentou, arrancando risos de Bukele e da plateia.

Em seguida, disse: "Gosto dele. Ele fez um grande trabalho".

"Eles são astutos, espertos. Quando você lidera alguns desses países, na América do Sul, na América Latina, precisa ser esperto", comentou.

"Eles cuidam de sua gente boa, só nos mandam a gente ruim", acrescentou.

Trump fez uma longa exposição sobre seu primeiro ano de governo durante o café da manhã religioso e comemorou a venda de bíblias e a renovada participação de jovens americanos em cultos religiosos, segundo dados apresentados por ele.

O Partido Republicano disputará eleições legislativas de meio de mandato em novembro, nas quais pode perder apoio entre comunidades que lhe deram votos nas presidenciais de 2024, como os hispânicos e os afro-americanos.

Trump afirma que, graças à sua campanha de deportações e de saídas voluntárias, ao menos 2,5 milhões de migrantes deixaram o país.

(P.Ngobeni--TPT)