Atentado com bomba deixa nove mortos em Damasco
Um atentado com bomba deixou pelo menos nove mortos e 20 feridos nesta quinta-feira (2) em um café no centro da capital síria, Damasco, informaram as autoridades. O ataque representa um novo desafio para o governo islamista, que tenta estabilizar o país após mais de uma década de guerra.
Este é o atentado mais mortal desde junho de 2025 e, até o momento, não foi reivindicado.
Segundo a televisão estatal, a explosão foi provocada por um "artefato explosivo" colocado no estabelecimento, localizado em uma área movimentada perto do Palácio da Justiça.
O Ministério da Saúde informou que há nove mortos e 20 feridos, segundo uma atualização do balanço de vítimas.
Um correspondente da AFP viu ambulâncias se dirigirem para a área, com as sirenes ligadas, em meio a cenas de pânico.
As forças sírias estabeleceram um cordão de segurança ao redor do local da explosão, em uma rua residencial e comercial no coração de Damasco.
Nour Khayyat, de 40 anos, dono de uma loja de baterias para painéis solares perto do local do ataque, declarou à AFP que, "por volta das 15h (9h no horário de Brasília)", ouviu uma "forte explosão" e que "a vitrine tremeu".
"As pessoas correram para o café e chamaram as ambulâncias", acrescentou.
Mohamed al Zahabi, dono de uma ótica ao lado do estabelecimento atingido, ainda tremia ao relatar à AFP que, após a explosão, sentiu uma "forte onda de pressão e todo o local sacudiu".
"Corri para lá e vi pessoas caídas no chão, com sangue por toda parte", acrescentou.
Segundo ele, as cenas lhe lembraram os atentados que atingiram Damasco durante a guerra civil, que se prolongou por quase 14 anos.
"Toda vez que o país atravessa um período de estabilidade, há grupos mal-intencionados que tentam desestabilizá-lo", afirmou.
Desde a chegada ao poder, em dezembro de 2024, das autoridades islamistas que derrubaram Bashar al Assad, Damasco foi palco de vários incidentes.
O atentado mais grave ocorreu em junho de 2025 e teve como alvo uma igreja.
Aquele ataque suicida, que deixou 25 mortos, foi reivindicado por um grupo fundamentalista sunita, enquanto as autoridades responsabilizaram o grupo jihadista Estado Islâmico.
(G.Khumalo--TPT)